Câmara de Colíder cancela concurso público e define reembols
O presidente da Câmara de Colíder, Luciano Milani, oficializou o cancelamento do concurso 01/2026 devido a falhas da banca organizadora e promete ressarcir cand
O presidente da Câmara de Colíder, Luciano Milani, oficializou o cancelamento do concurso 01/2026 devido a falhas da banca organizadora e promete ressarcir candidatos.
O presidente da Câmara Municipal de Colíder, Luciano Milani (PP), oficializou nesta data o cancelamento do concurso público regido pelo edital 01/2026. A decisão inclui a rescisão unilateral do contrato firmado com a empresa responsável pela organização do certame.
A medida foi adotada após a constatação de que a banca organizadora descumpriu o cronograma estabelecido. O ponto crítico ocorreu com a ausência da divulgação dos resultados preliminares, que deveriam ter sido publicados no dia 31 do mês anterior. Esse atraso comprometeu o andamento das etapas subsequentes, como o período de recursos, a análise de títulos e a homologação final.
Segundo informações da assessoria legislativa, a empresa também ignorou diversas tentativas de contato oficial feitas pelo Poder Legislativo. Além da falha no cronograma, a decisão de cancelar o processo foi motivada por uma postura de cautela e preservação da segurança jurídica.
A assessoria destacou que notícias circulando publicamente sobre investigações envolvendo a mesma organizadora em outros processos seletivos pelo país elevaram a preocupação da Câmara. O objetivo principal é resguardar o interesse público, embora o fundamento jurídico para o cancelamento seja estritamente o descumprimento das cláusulas contratuais.
Quanto aos candidatos, a Câmara de Colíder iniciou o levantamento dos valores arrecadados para viabilizar os trâmites administrativos e jurídicos necessários para a devolução das taxas de inscrição. Os valores pagos pelos participantes oscilavam entre R$ 60 e R$ 130.
O presidente Luciano Milani já deu autorização para que seja iniciado um novo processo de licitação, visando a contratação de uma nova banca para a realização de um seletivo destinado ao preenchimento dos mesmos cargos previstos no edital cancelado.
Para garantir a transparência do processo, a comissão fiscalizadora terá um prazo de dez dias úteis para apresentar um relatório detalhado sobre todas as etapas executadas até o momento. Todo o material, incluindo provas e dados de inscrições, será mantido sob guarda para permitir futuras auditorias.
O Poder Legislativo informou que órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, poderão ter acesso a todo o acervo para fiscalização. As provas objetivas do certame haviam sido aplicadas no dia 12 de julho, contemplando nove cargos efetivos.
O cronograma original previa que o resultado final do concurso, que teria validade de dois anos, fosse divulgado nesta semana. Com o cancelamento, a Câmara busca agora reorganizar o processo para garantir a continuidade da seleção de servidores para o quadro efetivo do município.
Fonte: sonoticias.com.br