Candidato ao governo critica exclusão de debate e questiona
Rafael Millas (Missão) protestou após não ser convidado para o debate da Rádio Centro América, alegando parcialidade na escolha dos participantes.
Rafael Millas (Missão) protestou após não ser convidado para o debate da Rádio Centro América, alegando parcialidade na escolha dos participantes.
O pleito ao Governo de Mato Grosso em 2026 ganhou um novo capítulo de tensão nesta terça-feira (18). O candidato Rafael Millas, representante do partido Missão, utilizou suas redes sociais para manifestar indignação por ter sido deixado de fora do primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Paiaguás, promovido pela Rádio Centro América e pelo Portal Primeira Página.
Em tom de protesto, Millas questionou a postura da emissora, que é afiliada à Rede Globo, sugerindo que o veículo estaria agindo com parcialidade. O candidato classificou a situação como um absurdo e colocou em xeque o conceito de democracia defendido pelo grupo de comunicação, argumentando que a exclusão de nomes da disputa fere o princípio da igualdade entre os concorrentes.
Segundo o candidato, a seleção dos participantes teria privilegiado apenas aqueles que possuem acesso a grandes volumes de recursos partidários. "Isso é democracia? A Globo, que fala tanto em democracia, não chama todos os candidatos. Chama quem tem fundão de bilhão", disparou Millas em sua manifestação pública.
A emissora optou por convidar apenas três dos seis candidatos que disputam o comando do Executivo estadual: o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição; o senador Wellington Fagundes (PL); e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).
A justificativa para a restrição baseia-se na legislação eleitoral vigente. O critério adotado para a definição dos convidados foi a representatividade mínima no Congresso Nacional. Conforme as normas, emissoras de rádio e televisão são obrigadas a garantir a participação de candidatos cujos partidos, federações ou coligações possuam, no mínimo, cinco representantes no Parlamento.
No cenário atual, o partido Missão, de Rafael Millas, conta com apenas um deputado federal e não possui representação no Senado, o que o excluiu da obrigatoriedade de participação no debate televisionado.
Durante o evento, que ocorreu sem a presença de Millas, o clima entre os convidados foi de confronto direto. O governador Otaviano Pivetta foi o principal alvo de críticas, sendo questionado tanto por Wellington Fagundes quanto por Natasha Slhessarenko sobre falhas em sua gestão.
Os opositores de Pivetta aproveitaram o espaço para cobrar resultados e contestar promessas de campanha, argumentando que o governador teve tempo hábil para implementar mudanças, especialmente por ter integrado a administração do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que renunciou ao cargo em março deste ano.
Em diversos momentos de tensão, o governador reagiu às investidas dos adversários. Pivetta chegou a sinalizar acusações contra o senador Wellington Fagundes, mencionando supostas ligações criminosas, o que elevou o tom do debate e evidenciou a polarização da disputa eleitoral mato-grossense.
Fonte: rdnews.com.br