Candidaturas religiosas marcam disputa para deputado estadua
Levantamento aponta que diversos candidatos utilizam títulos religiosos em seus nomes de urna, embora as projeções eleitorais indiquem dificuldades nas urnas.
Levantamento aponta que diversos candidatos utilizam títulos religiosos em seus nomes de urna, embora as projeções eleitorais indiquem dificuldades nas urnas.
A atual corrida eleitoral em Mato Grosso revela uma tendência curiosa entre os postulantes a uma cadeira na Assembleia Legislativa: o uso ostensivo de títulos religiosos nos nomes registrados junto à Justiça Eleitoral. Ao todo, oito candidatos fazem questão de incluir o termo pastor ou pastora antes de seus nomes de batismo, enquanto outros três optaram pela designação irmão , além de um representante do clero católico.
Apesar da estratégia de marketing político, que busca atrair o eleitorado vinculado a denominações religiosas, as projeções atuais indicam que nenhum desses nomes apresenta viabilidade eleitoral concreta para conquistar uma vaga no Legislativo estadual.
Entre os nomes que utilizam o título de pastor ou pastora na urna estão Manoel Caetano (PL), Samuel Ferreira (Novo), Sargento Qualterney (Novo), Toninho da Sucata (Rede), além das candidatas Elietty da Silva (Agir), Kátia Morais (PV) e Regina Marcia (Agir).
O grupo que utiliza a nomenclatura de irmãos é composto por Aparecido Paulino e Caliton Araújo, ambos filiados ao Novo, e Geremias da Silva, que concorre pelo PL.
Outro nome que chama a atenção na disputa é o do padre Sebastião Coracy de Oliveira, vinculado à prelazia de São Félix do Araguaia. O religioso, que reside no município de Bom Jesus do Araguaia, concorre a uma vaga de deputado estadual pelo PSD.
Esta não é a primeira incursão do padre Sebastião na política partidária. O religioso já havia tentado ingressar na vida pública em 2024, quando disputou a prefeitura de Querência pelo partido Novo. Naquela ocasião, contudo, o desempenho nas urnas foi modesto, terminando o pleito na terceira e última colocação.
A presença desses candidatos com forte apelo identitário religioso reflete uma movimentação comum em pleitos regionais, onde a busca por nichos específicos do eleitorado é utilizada como ferramenta para tentar consolidar votos, ainda que o cenário de competitividade nestes casos específicos pareça desfavorável.
Fonte: rdnews.com.br