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Caso Dark Horse: Flávio Dino libera acesso da PF a dados de

O ministro Flávio Dino, do STF, permitiu que a Polícia Federal utilize informações de uma investigação da Polícia Civil de SP envolvendo a produtora do filme de

O ministro Flávio Dino, do STF, permitiu que a Polícia Federal utilize informações de uma investigação da Polícia Civil de SP envolvendo a produtora do filme de Bolsonaro.

O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que a Polícia Federal (PF) tenha acesso a dados referentes a uma operação policial que teve como foco Karina Ferreira da Gama. Ela é a produtora do filme Dark Horse , obra cinematográfica que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A referida força-tarefa foi deflagrada em junho deste ano pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP). O objetivo da ação era apurar irregularidades em um contrato estabelecido entre uma organização não governamental (ONG), gerida por Karina, e a Prefeitura de São Paulo. Conforme as apurações iniciais, existem indícios de fraudes e desvios de verbas públicas vinculadas a esse acordo.

Embora o processo tramite sob segredo de justiça, detalhes sobre a decisão foram divulgados recentemente. Vale ressaltar que, no mês anterior, o ministro Dino já havia autorizado a PF a aprofundar as investigações sobre o repasse de emendas parlamentares destinadas a empresas que possuem ligação direta com a produtora do filme.

Durante a execução da operação da Polícia Civil paulista, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços residenciais associados a Karina Ferreira da Gama. Além disso, as autoridades realizaram diligências nas sedes do Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG sob responsabilidade da produtora, e da empresa Go Up Entertainment, que é a responsável pela produção do longa-metragem sobre o ex-presidente.

A produtora e o próprio filme entraram no campo de visão da Polícia Federal e do STF após surgirem revelações de que a obra recebeu aportes financeiros de Daniel Vorcaro. O empresário, que é proprietário do Banco Master, encontra-se detido desde março deste ano em decorrência de investigações sobre fraudes financeiras.

O foco central das apurações permanece sobre as suspeitas de desvios de recursos públicos no contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e o poder público municipal de São Paulo. A investigação busca esclarecer como a gestão da ONG, sob o comando de Karina, operava os repasses e se houve má utilização de verbas.

Além de sua atuação à frente do Instituto Conhecer Brasil, Karina Ferreira da Gama é a proprietária da Go Up Entertainment. A conexão entre a administração da ONG e a produtora do documentário político é um dos pontos principais que sustentam o interesse das autoridades federais no compartilhamento das provas colhidas pela Polícia Civil de São Paulo.

O caso segue em desenvolvimento, com o STF centralizando as autorizações necessárias para que a Polícia Federal possa cruzar os dados obtidos nas diferentes frentes de investigação, visando determinar a extensão das possíveis irregularidades financeiras envolvendo os contratos da produtora e o financiamento da obra cinematográfica.

Fonte: rdnews.com.br