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Debate eleitoral em Mato Grosso: Pivetta enfrenta críticas d

Candidatos ao governo de Mato Grosso debateram infraestrutura, tributos e segurança em confronto marcado por trocas de acusações e propostas para o estado.

Candidatos ao governo de Mato Grosso debateram infraestrutura, tributos e segurança em confronto marcado por trocas de acusações e propostas para o estado.

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado na manhã desta terça-feira (18), foi marcado por um clima de alta tensão. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL) concentraram suas críticas na figura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que foi confrontado sobre temas sensíveis como a qualidade das rodovias, a reforma tributária, o combate à violência contra a mulher e a exploração mineral.

O evento, mediado pelo jornalista Thiago Tercioty, foi transmitido para todo o estado. Logo na abertura, foi possível notar o nervosismo dos três postulantes, que demonstraram dificuldade em expor suas propostas de forma fluida diante da pressão do confronto direto.

O primeiro embate girou em torno da infraestrutura rodoviária. Natasha questionou Pivetta sobre as medidas para evitar o desgaste precoce do asfalto. Em sua defesa, o governador destacou a pavimentação de mais de 7 mil quilômetros e pontuou que problemas isolados são naturais. Ele mencionou a atuação do Estado na BR-163, após a intervenção em recursos do BNDES. Em contrapartida, a candidata do PSD levantou suspeitas de corrupção, ao que Pivetta rebateu classificando as falas como táticas de campanha baseadas em calúnias.

Sobre as mudanças climáticas, Wellington Fagundes questionou Natasha, que defendeu o aprimoramento de políticas públicas para a preservação dos três biomas mato-grossenses. O senador, por sua vez, propôs a criação de créditos de carbono verde e o fortalecimento de programas de combate a queimadas.

A inclusão de pessoas neurodivergentes também entrou na pauta. Pivetta, citando sua experiência pessoal com um neto autista, defendeu o apoio aos PAEs e destacou o papel do Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, visão que foi corroborada por Fagundes, que prometeu alinhar políticas de saúde ao tema.

No campo econômico, Natasha indagou como o governo pretende neutralizar os impactos da Reforma Tributária. Pivetta enfatizou a necessidade de avançar na industrialização, enquanto Natasha criticou a falta de clareza no plano do governador, citando o setor de algodão como exemplo de potencial a ser explorado. O governador, por sua vez, questionou por que o avanço industrial não ocorreu de forma mais expressiva nos anos anteriores.

A segurança pública foi um dos pontos mais críticos. Ao ser questionada por Wellington sobre ações contra a violência de gênero, Natasha afirmou que a atual gestão foi omissa, apresentando dados alarmantes. Ela propôs a redução do efetivo policial em funções administrativas para reforçar o policiamento ostensivo. Pivetta prometeu criar uma Secretaria da Mulher e expandir o atendimento das Delegacias da Mulher para 24 horas em todo o estado.

O encerramento do bloco foi marcado por um embate sobre mineração. Pivetta questionou Wellington sobre como estimular a mineração legalizada no estado. O senador aproveitou a oportunidade para mencionar supostas irregularidades envolvendo o ex-governador Mauro Mendes e o comércio de mercúrio, caso que tramita no STJ. Pivetta evitou entrar em detalhes sobre a acusação, focando na regularização dos mineradores. O debate terminou com trocas de farpas, com Wellington criticando o comportamento do governador e Pivetta rebatendo as provocações.

Fonte: rdnews.com.br