Delegada aponta carência de pessoal e solicita apoio polític
A delegada Layssa Crisóstomo alertou sobre a falta de delegados, escrivães e investigadores em Sorriso e pediu união das autoridades para cobrar reforços do Est
A delegada Layssa Crisóstomo alertou sobre a falta de delegados, escrivães e investigadores em Sorriso e pediu união das autoridades para cobrar reforços do Estado.
Durante sua participação na tribuna da Câmara Municipal, a delegada titular da Polícia Civil, Layssa Crisóstomo, aproveitou o espaço dedicado à campanha Agosto Lilás — voltada ao enfrentamento da violência doméstica — para expor uma preocupação crítica: a escassez de profissionais na segurança pública local. Segundo a autoridade, a delegacia de Sorriso enfrenta um déficit acentuado que compromete o pleno exercício das atividades policiais.
Layssa detalhou que a unidade conta atualmente com apenas três delegados. A redução do quadro, que anteriormente era composto por quatro profissionais, já persiste há mais de quatro meses sem qualquer sinalização de reposição por parte da administração estadual. A delegada enfatizou que a situação não se restringe apenas aos delegados, mas atinge também o contingente de escrivães e investigadores, que se encontra cada vez mais reduzido.
Ao traçar um comparativo com municípios vizinhos, a delegada citou o exemplo de Lucas do Rio Verde. Mesmo possuindo uma estrutura populacional menor, a cidade vizinha dispõe de cinco delegados, um número superior ao de Sorriso. Para Layssa, esse contraste evidencia a necessidade de uma pressão política mais coordenada por parte das lideranças locais para reverter o cenário.
A delegada ressaltou que a mobilização do poder público é um diferencial importante nas negociações por melhorias. “Lucas do Rio Verde hoje está com cinco delegados. Então, a gente já percebe o quanto essa cobrança, quando ela vem do poder público, é diferente”, pontuou, sugerindo que o apoio dos vereadores e demais autoridades é fundamental para que o Estado priorize o município.
O impacto direto dessa defasagem, segundo a titular da delegacia, é a necessidade de estabelecer critérios de prioridade no atendimento às ocorrências. Com a equipe sobrecarregada, a Polícia Civil acaba sendo forçada a selecionar quais investigações receberão atenção imediata, o que impede um tratamento igualitário para todos os crimes registrados na cidade.
“A gente tenta dar o nosso melhor, só que tem momentos que realmente a gente não consegue. Então, a gente acaba tendo que priorizar. A gente não consegue tratar todos os crimes de forma igualitária. A gente acaba tendo que priorizar aquilo que é mais grave para não deixar a coisa escalonar”, explicou Layssa durante seu discurso aos parlamentares.
A delegada reforçou que o efetivo tem sofrido um esvaziamento contínuo ao longo do tempo, sem que haja um processo de reposição equivalente. Ela alertou que, sem uma intervenção imediata, a capacidade operacional da Polícia Civil em Sorriso continuará sendo drenada, prejudicando a segurança da população.
Por fim, Layssa Crisóstomo fez um apelo direto aos vereadores para que mantenham a pauta da segurança pública em evidência junto ao governo estadual. O objetivo, segundo ela, é evitar que o quadro atual se deteriore ainda mais e garantir que a instituição tenha condições de realizar um trabalho eficaz, mantendo a ordem e a justiça no município diante dos desafios crescentes.
Fonte: sonoticias.com.br