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Fazenda de R$ 25 milhões adquirida por Alexandre Pires é foc

Uma propriedade rural no Tocantins, comprada pelo cantor Alexandre Pires, tornou-se objeto de uma disputa judicial envolvendo alegações de venda não autorizada.

Uma propriedade rural avaliada em R$ 25 milhões, adquirida pelo cantor Alexandre Pires, está no centro de um litígio judicial no estado do Tocantins. A transação imobiliária é alvo de questionamentos por parte de um homem que reivindica a posse de uma parcela da área e busca, junto ao Poder Judiciário, a anulação de um terço da venda realizada ao artista.

Conforme informações reportadas, Renato Junio Pinto Guimarães sustenta que não teve qualquer participação na negociação envolvendo Alexandre Pires. Ele alega que não recebeu a quantia correspondente à fatia que afirma possuir da Fazenda Buriti, situada no município de Dianópolis, na região sudeste do estado.

A venda da propriedade teria sido intermediada por Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas, que são apontados como sócios de Renato. Na petição inicial, o autor da ação argumenta que o negócio jurídico com o cantor foi concretizado sem o seu devido consentimento.

O processo ganhou contornos mais complexos à medida que a divergência entre os três envolvidos se intensificou. Em julho, Renato protocolou um boletim de ocorrência e apresentou ao juízo registros fotográficos e um vídeo que documentariam um confronto direto com Gabriel e Matheus.

Além da disputa pela fazenda, Renato acusou os sócios de terem invadido outra propriedade sob sua posse para retirar equipamentos. Relatos constantes no processo indicam que, dias após o suposto incidente, onze animais do rebanho teriam sido soltos em direção a uma rodovia próxima.

Em contrapartida, Gabriel e Matheus refutam parte das alegações apresentadas. Sobre a retirada dos equipamentos, os dois afirmam que itens como trator, pulverizador e motosserras foram adquiridos exclusivamente por eles, não fazendo parte do patrimônio da sociedade rural mencionada por Renato.

A escalada do conflito resultou em novas determinações por parte do Judiciário. Entre as medidas impostas está a necessidade de catalogação e avaliação detalhada de todos os bens, maquinários e rebanhos vinculados à atividade rural em questão. O objetivo da decisão é resguardar o patrimônio enquanto o tribunal analisa as diferentes versões apresentadas pelas partes.

O magistrado Rodrigo da Silva Perez Araujo também ordenou o acionamento do Ministério Público do Tocantins para que sejam apuradas possíveis infrações penais relacionadas aos episódios narrados nos autos do processo.

A defesa de Renato declarou que houve tentativas de formalizar um acordo referente à Fazenda Buriti, porém não foi possível alcançar um consenso. Os advogados também relataram a existência de supostas ameaças e episódios de intimidação durante o desenrolar do conflito.

A própria legitimidade da venda da área para Alexandre Pires foi debatida em uma audiência de conciliação ocorrida no dia 27 de agosto. Contudo, como não houve entendimento entre os envolvidos, o impasse jurídico em torno da negociação milionária segue sem solução definitiva.

Fonte: midianews.com.br