Ginástica rítmica: Brasil faz história com dois ouros inédit
O conjunto brasileiro de ginástica rítmica brilhou em Frankfurt, conquistando duas medalhas de ouro inéditas nas provas de cinco bolas e na série mista.
O conjunto brasileiro de ginástica rítmica brilhou em Frankfurt, conquistando duas medalhas de ouro inéditas nas provas de cinco bolas e na série mista.
O esporte nacional alcançou um feito histórico neste domingo (16), ao conquistar suas duas primeiras medalhas de ouro em um Campeonato Mundial de ginástica rítmica. A equipe brasileira brilhou intensamente em Frankfurt, na Alemanha, dominando o topo do pódio tanto na apresentação com cinco bolas quanto na série mista, que combina três arcos e dois pares de maças.
Na prova realizada com as bolas, o grupo formado por Maria Eduarda Arakaki, Sofia Pereira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi encantou o público e os jurados. A coreografia foi executada ao som de Feeling Good , composição de Anthony Newley e Leslie Bricusse, na interpretação clássica de Michael Bublé.
Sob a orientação técnica de Camila Ferezin, o conjunto brasileiro atingiu a marca de 29.450 pontos, estabelecendo a pontuação mais alta de toda a temporada na categoria. A medalha de prata ficou com a equipe da China, que somou 28.900 pontos, enquanto o bronze foi conquistado pelas atletas da Bulgária, com 28.400 pontos.
O sucesso brasileiro se repetiu na série mista, onde o conjunto, composto por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Sofia Pereira e Nicole Pircio, optou por uma trilha sonora pop: Abracadabra , sucesso da cantora Lady Gaga. Com uma performance de execução impecável, o Brasil repetiu a nota de 29.450.
Nesta segunda disputa, o nível técnico foi extremamente elevado, mas as brasileiras superaram a Espanha, que ficou com a prata ao registrar 29.050, e a Bulgária, que completou o pódio com 28.750 pontos.
A treinadora Camila Ferezin não escondeu a emoção ao comentar a conquista histórica. Segundo ela, é difícil descrever a magnitude do momento, especialmente ao recordar o ponto de partida do trabalho à frente da seleção brasileira, quando a equipe ocupava apenas a 26ª posição no ranking mundial.
Ferezin destacou que, embora o sonho de chegar ao topo sempre tenha existido, a comissão técnica tinha plena consciência da longa e árdua jornada que seria necessária para alcançar o nível das potências mundiais.
Ao finalizar sua declaração, a técnica ressaltou o sentimento de realização ao observar o desempenho das atletas. Para ela, ver o grupo ser coroado como campeão mundial é a concretização de um projeto de longo prazo, construído com dedicação diária e muito esforço ao longo de vários anos de treinamento intenso treinamento.
Fonte: midianews.com.br