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Identificado jovem de 22 anos preso por série de assaltos a

Leandro Soares Pereira, filho de um policial militar, foi detido na Operação Armadilha, acusado de atrair entregadores para roubar mercadorias de alto valor.

Leandro Soares Pereira, filho de um policial militar, foi detido na Operação Armadilha, acusado de atrair entregadores para roubar mercadorias de alto valor.

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, efetuou na manhã desta quarta-feira (19) a prisão de Leandro Soares Pereira, de 22 anos. O jovem é apontado como o principal suspeito de uma sequência de assaltos à mão armada que vinha aterrorizando entregadores na capital mato-grossense.

O caso ganhou repercussão devido ao fato de o suspeito ser filho de um policial militar. Em razão dessa ligação familiar, a execução dos mandados judiciais na residência do investigado contou com o acompanhamento rigoroso da Corregedoria da Polícia Militar, garantindo a transparência e a legalidade da diligência.

De acordo com o delegado Romildo Nogueira, responsável pelas investigações, o grupo criminoso utilizava uma estratégia bem definida para atrair as vítimas. O suspeito realizava pedidos de mercadorias em empresas de Cuiabá, concentrando a ação criminosa, em grande parte, nas proximidades do bairro Jardim Imperial.

Ao chegarem ao local indicado para a entrega, os profissionais eram surpreendidos por criminosos armados. Sob grave ameaça, os entregadores eram rendidos e obrigados a entregar os produtos que transportavam. O delegado ressaltou que o foco dos criminosos eram itens de alto valor agregado e fácil liquidez no mercado paralelo, como drones e patinetes elétricos.

Outro alvo recorrente da quadrilha era uma casa de carnes nobres localizada na capital. Segundo a autoridade policial, a dinâmica do crime seguia um padrão: os suspeitos solicitavam a entrega e, no momento em que o pagamento deveria ser efetuado, anunciavam o assalto e subtraíam os bens.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de coletes com a inscrição da Polícia Militar durante a prática de alguns desses delitos. O delegado Nogueira explicou que a origem desses equipamentos ainda é objeto de apuração.

"Ele pode ter adquirido esses itens em um mercado paralelo, ou o filho pode ter se apropriado do equipamento sem o conhecimento do pai. A investigação vai esclarecer esses pontos e, caso surja qualquer indício de participação ou conivência do policial militar, encaminharemos cópia dos autos para que a corporação conduza o procedimento administrativo cabível", afirmou o delegado.

A operação foi batizada de "Armadilha" em alusão direta à tática utilizada pelos criminosos para atrair as vítimas para locais ermos ou pontos de emboscada. A Polícia Civil reforça que as diligências continuam em curso com o objetivo de identificar e prender os demais comparsas que atuavam com Leandro Soares Pereira nos assaltos.

Por fim, a Polícia Civil orienta que eventuais vítimas de crimes com o mesmo *modus operandi* procurem a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência e prestar depoimento, o que é fundamental para fortalecer o conjunto probatório contra o grupo criminoso.

Fonte: rdnews.com.br