Janaina Riva nega pressão sobre candidatas após série de des
Presidente estadual do MDB, Janaina Riva, atribui instabilidade à liberação tardia do Fundo Eleitoral e defende autonomia das mulheres na política mato-grossens
Presidente estadual do MDB, Janaina Riva, atribui instabilidade à liberação tardia do Fundo Eleitoral e defende autonomia das mulheres na política mato-grossense.
A candidata ao Senado e presidente estadual do MDB, Janaina Riva, abordou nesta quarta-feira (19) o cenário de incertezas que tem marcado a formação das chapas do partido. Segundo a parlamentar, a recente liberação do Fundo Eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou um clima de instabilidade que impacta diretamente as candidatas da legenda, embora ela tenha enfatizado que não exerce qualquer tipo de pressão para manter nomes nos quadros eleitorais.
O MDB tem enfrentado um período de baixas significativas em suas fileiras. O caso mais emblemático envolveu a chapa da própria Janaina, que perdeu a ex-delegada Ana Cristina Feldner, sua primeira suplente. Na ocasião, a ex-delegada justificou sua saída ressaltando que projetos na vida pública devem ser fundamentados em diálogo, respeito mútuo e reciprocidade.
Além dessa saída, o partido registrou as desistências da vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, e do apresentador de TV Leandro Damiani, que abriram mão de suas candidaturas à Assembleia Legislativa. Paralelamente, a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, manifestou publicamente seu descontentamento com a estratégia adotada pela sigla de não lançar candidatos a deputado federal.
Em entrevista concedida à TV Vila Real, Janaina foi questionada sobre o impacto dessas saídas e as críticas à sua condução à frente do diretório estadual. Ela destacou que a trajetória feminina na política é repleta de desafios. "É muito difícil para a mulher na política, a mulher encontra diversos obstáculos. Ainda temos um grande obstáculo que é a concorrência para que ela seja um pouco mais igualitária" , pontuou.
A presidente do MDB argumentou que a liberação tardia dos recursos eleitorais complicou o planejamento das candidaturas. "O fundo eleitoral foi liberado ontem pelo TSE, portanto, isso traz uma instabilidade muito grande para as candidatas" , explicou. Para ela, as mulheres tendem a ser mais cautelosas e seguras ao tomar decisões sobre seus projetos políticos.
Janaina refutou veementemente a ideia de que o partido estaria utilizando candidaturas femininas apenas para preencher cotas ou servir de "escada" para outros nomes. "Eu não pressiono mulher a ficar em chapa, aliás, eu incentivo a fazerem aquilo que é de vontade própria. Eu não minto também para as minhas candidatas dizendo que vou fazer isso, vou fazer aquilo que está além das minhas possibilidades" , declarou.
A dirigente reforçou que a prioridade é trabalhar com nomes que tenham real interesse e disposição para buscar a eleição dentro do MDB. "Não vamos usar mulheres para a escada dentro do partido; só serão candidatas aquelas que quiserem ser candidatas e que quiserem trabalhar o seu nome para que possam ser eleitas" , assegurou.
Ao ser questionada especificamente sobre as baixas na chapa para a Assembleia Legislativa, Janaina evitou detalhes diretos, preferindo destacar o feito histórico do partido. "O MDB nunca disputou com 25 deputados estaduais, com chapa completa. Desde que entrei no partido, há 12 anos, é a primeira vez" , afirmou.
Sobre a chapa de deputados federais, a presidente estadual explicou que a configuração foi uma determinação da executiva nacional. Segundo ela, a decisão foi motivada pela escassez de recursos do fundo eleitoral, que não seriam suficientes para dar o suporte necessário a todos os postulantes ao cargo.
Fonte: midianews.com.br