Margareth Buzetti critica declarações de Galvan sobre femini
A ex-senadora Margareth Buzetti rebateu falas de Antônio Galvan, que questionou a gravidade do feminicídio e a eficácia das penas atuais para o crime.
A ex-senadora Margareth Buzetti rebateu falas de Antônio Galvan, que questionou a gravidade do feminicídio e a eficácia das penas atuais para o crime.
A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) manifestou forte desaprovação em relação às recentes declarações feitas pelo candidato ao Senado, Antônio Galvan (Avante). Durante um debate sobre segurança pública, Galvan criticou o endurecimento das penas para o feminicídio, que podem chegar a 40 anos, e chegou a afirmar que a morte de uma mulher não deveria ser tratada de forma distinta da morte de um homem.
Ao abordar um caso recente de violência doméstica ocorrido no estado, Galvan questionou qual seria o papel do poder público diante de tais situações, perguntando retoricamente: “Vou fazer o quê?”. A fala gerou imediata reação de Margareth, que também é candidata ao Senado nas eleições deste ano.
“No mínimo, ele foi muito infeliz. Como assim, o que eu posso fazer? Lavar as mãos?”, rebateu a ex-senadora. Ela destacou que a legislação que Galvan criticou é, ironicamente, fruto de um projeto de sua própria autoria durante seu mandato no Senado Federal.
A Lei 14.994, sancionada em 2024, foi um marco importante ao tornar o feminicídio um crime autônomo, elevando a pena para um patamar entre 20 e 40 anos de reclusão. Para Margareth, a tentativa de igualar as circunstâncias de violência contra homens e mulheres ignora a realidade social e a vulnerabilidade das vítimas.
Citando episódios recentes de violência registrados em cidades como Nova Mutum e Cuiabá, a ex-senadora questionou a lógica de Galvan. “Será que essas mulheres teriam a mesma força física para lutar com esses homens? Estamos falando de mulheres que são mortas porque homens não aceitam o fim de um relacionamento”, argumentou.
Além da legislação específica sobre o feminicídio, Margareth relembrou sua atuação parlamentar na criação de mecanismos para combater o chamado vicaricídio. Este crime ocorre quando agressores assassinam filhos ou familiares da mulher como uma forma cruel de causar sofrimento psicológico à vítima principal.
Para a candidata, quem almeja ocupar um cargo público não pode se eximir de responsabilidades diante da escalada da violência. “Eu tive a oportunidade de estar no Senado e fiz. Endurecemos a lei e criamos instrumentos para proteger as mulheres. Não dá para lavar as mãos enquanto mulheres continuam morrendo”, afirmou.
O projeto sobre o vicaricídio, relatado e apresentado por ela, também estabeleceu penas severas, variando de 20 a 40 anos, e classificou a prática como crime hediondo. Segundo Margareth, o combate efetivo à violência exige uma combinação de prevenção, proteção, aplicação rigorosa das leis vigentes e, acima de tudo, vontade política por parte dos gestores e legisladores.
Fonte: rdnews.com.br