Pivetta descarta blindagem eleitoral, mas cobra cautela em i
O governador Otaviano Pivetta posicionou-se contra a proposta de suspender operações policiais durante o período eleitoral, defendendo, porém, maior transparênc
O governador Otaviano Pivetta posicionou-se contra a proposta de suspender operações policiais durante o período eleitoral, defendendo, porém, maior transparência.
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou-se de forma contrária à sugestão apresentada pelo deputado federal José Medeiros (PL). A proposta do parlamentar visava estabelecer um mecanismo para interromper operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem o pleito, sob o argumento de evitar interferências indevidas no processo democrático.
A discussão ganhou força logo após a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal. A ação teve como alvo aliados tanto de Pivetta quanto do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), em meio a apurações sobre um suposto desvio de R$ 308 milhões relacionado a pagamentos de precatórios.
Ao ser abordado pela imprensa no Palácio Paiaguás, o governador foi enfático ao rejeitar qualquer tipo de proteção especial para agentes públicos. Segundo o chefe do Executivo estadual, não deve haver qualquer barreira para o trabalho das autoridades policiais, independentemente do calendário eleitoral.
"Eu acho que não tem que barrar nada. Na minha opinião, nós, homens públicos, estamos sujeitos a ser investigados a qualquer tempo. Todos nós. Então, acho que não tem que barrar, não" , declarou Pivetta durante a entrevista.
Apesar de refutar a ideia de uma blindagem, o governador aproveitou a oportunidade para fazer um alerta sobre a condução dos trabalhos investigativos. Para ele, é fundamental que as instituições garantam maior transparência e seriedade durante as diligências, evitando que o impacto midiático das operações resulte na destruição precoce da reputação de cidadãos.
Pivetta argumentou que, muitas vezes, as ações policiais acabam envolvendo um grande número de pessoas sem que as justificativas para tais inclusões sejam devidamente esclarecidas à sociedade. Na visão do governador, essa falta de clareza inicial prejudica injustamente os envolvidos.
O gestor reforçou sua confiança na inocência dos aliados citados nas investigações recentes. Ele destacou que, embora acredite que a maioria dos investigados conseguirá comprovar que não possui qualquer envolvimento com as irregularidades apontadas, o desgaste causado pelo tempo de exposição é um dano difícil de reparar.
"O que tem que ter é transparência para não sepultar reputações antes de apurar. Tem que ter transparência. Muitas vezes, as operações puxam um monte de gente sem dizer por que estão ali" , pontuou o governador.
Ao concluir seu raciocínio, o candidato à reeleição reiterou que o foco das autoridades deve ser a apuração rigorosa, mas sempre pautada pelo respeito aos princípios que evitam a exposição desnecessária de indivíduos que, ao final do processo, podem ter sua conduta atestada como regular.
Fonte: rdnews.com.br