Presidente do Cuiabá justifica veto a casas de apostas e cla
Cristiano Dresch afirma que o Cuiabá prioriza parcerias ligadas à economia de Mato Grosso e mantém postura rígida contra o segmento de apostas esportivas.
Cristiano Dresch afirma que o Cuiabá prioriza parcerias ligadas à economia de Mato Grosso e mantém postura rígida contra o segmento de apostas esportivas.
O Cuiabá adotou uma postura firme ao excluir empresas de apostas esportivas de seu quadro de patrocinadores. Segundo o presidente do clube, Cristiano Dresch, essa decisão reflete uma estratégia comercial pautada nos valores da instituição e no fortalecimento de parcerias conectadas à economia de Mato Grosso.
Em entrevista, o dirigente auriverde foi enfático ao rejeitar qualquer associação com o setor de bets , classificando a atividade como prejudicial à sociedade. "Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets, elas exploram as pessoas, elas causam suicídio, elas destroem famílias" , declarou Dresch.
O mandatário revelou que a diretoria não tomou essa medida sozinha. A escolha de não firmar contratos com casas de apostas também atendeu a uma demanda de parceiros comerciais já estabelecidos, que manifestaram o desejo de não ver a marca do clube vinculada a esse tipo de empresa. Para o presidente, essa foi uma decisão acertada e alinhada com a visão de longo prazo do Dourado.
Enquanto mantém distância das apostas, o clube busca se aproximar de setores estratégicos para o estado. Um exemplo recente ocorreu na 24ª rodada da Série B, contra o Goiás, quando o espaço máster da camisa foi utilizado para promover o etanol. Com a frase "Movido a Etanol" estampada no uniforme, o Cuiabá destacou a importância dos biocombustíveis e reforçou sua conexão com o agronegócio regional.
Essa iniciativa faz parte de um esforço de marketing que visa associar a identidade do time à força produtiva mato-grossense. O clube já havia demonstrado essa característica em 2022, ao introduzir a "Colheitadeira do Dourado" , um carro-maca personalizado que se tornou uma marca registrada das ativações da equipe.
Atualmente, o Cuiabá está há dois anos sem um patrocinador máster fixo na parte frontal da camisa. O espaço, considerado o mais nobre do uniforme, ficou vago após a saída da Drebor, parceira histórica do clube desde 2003, que optou por não renovar o contrato em 2024. Apesar disso, Dresch garante que a situação financeira é estável e que o clube não se sente pressionado a aceitar propostas que fujam de suas diretrizes.
O dirigente ressaltou que o orçamento é sustentado por diversas fontes, incluindo direitos de transmissão, patrocínios pontuais e, principalmente, a negociação de atletas. "Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento" , afirmou, acrescentando que a venda de jogadores deve gerar cerca de R$ 30 milhões em receitas ao final do ano.
Apesar do equilíbrio nas contas, o presidente reconheceu que o clube ainda lida com compromissos financeiros remanescentes de sua passagem pela Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, o pagamento de parcelamentos e acordos contratuais firmados durante o período na elite nacional, como o caso envolvendo o técnico Petit, ainda impacta o fluxo de caixa do Dourado.
Dentro das quatro linhas, o foco da equipe está voltado para o próximo desafio na Série B. O Cuiabá enfrenta o Botafogo-SP neste sábado (29), às 18h30, na Arena Nicnet, em partida válida pela 25ª rodada da competição.
Fonte: rdnews.com.br