Serviços de inteligência da Dinamarca denunciam planos de sa
O serviço de inteligência dinamarquês (PET) alertou que a Rússia está recrutando cidadãos locais para realizar atos de sabotagem contra a indústria de defesa na
O Serviço de Segurança e Inteligência Dinamarquês (PET) emitiu um alerta contundente nesta quinta-feira, informando que a Rússia está empenhada em organizar operações de sabotagem dentro do território da Dinamarca. O foco principal dessas ações seria o setor de defesa do país nórdico.
Em um comunicado oficial enviado à agência de notícias AFP, o órgão de inteligência detalhou que agentes russos têm buscado recrutar cidadãos dinamarqueses comuns por meio de plataformas de redes sociais. O objetivo desses recrutamentos seria obter fotografias e informações estratégicas que pudessem servir de base para a execução de ataques ou atos de sabotagem.
Emil Graesholm, que lidera o departamento de contraespionagem do PET, concedeu uma entrevista ao jornal Berlingske , na qual explicou a decisão de tornar públicos os métodos utilizados por Moscou. Segundo ele, a intenção é desmistificar a situação, ressaltando que as táticas empregadas não se assemelham a tramas de filmes de espionagem, mas sim a ameaças reais e concretas.
Este anúncio ocorre em um momento de alta tensão diplomática. Recentemente, representantes da Rússia foram convocados por diversos países da União Europeia após um incidente na Alemanha, onde um drone carregado de explosivos foi detectado. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, classificou o episódio como um exemplo claro de terrorismo patrocinado pelo Estado.
Durante uma reunião realizada na Irlanda, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutiram possíveis respostas a esse incidente. O desafio enfrentado pelo bloco é encontrar formas eficazes de retaliação ou contenção que não envolvam o uso direto de meios militares, uma questão que tem gerado debates complexos entre os Estados-membros.
Desde o início do conflito na Ucrânia, a União Europeia já implementou cerca de 20 pacotes de sanções contra a Rússia. Essas medidas impactaram mais de 3.000 indivíduos, incluindo oligarcas e autoridades, além de atingir setores estratégicos como o bancário, o energético e a indústria de drones.
Observadores internacionais apontam que, nos últimos meses, a Rússia tem intensificado suas atividades de sabotagem contra nações europeias que mantêm um apoio ativo a Kiev. Essa estratégia seria uma resposta ao impasse das forças russas na linha de frente do conflito iniciado em 2022.
A Dinamarca tem se destacado como um dos aliados mais firmes da Ucrânia. O PET já havia alertado, ainda em 2024, que o nível de ameaça russa contra o país dinamarquês havia sofrido um agravamento significativo devido ao posicionamento político de Copenhaga.
Dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca revelam a dimensão do suporte oferecido: desde a invasão em larga escala, o país já destinou pelo menos 10 mil milhões de euros em auxílio militar e cerca de 1 mil milhão de euros em contribuições civis para os ucranianos.
Em junho, o governo dinamarquês oficializou o seu 30.º pacote de ajuda militar, avaliado em aproximadamente 4,4 mil milhões de coroas (cerca de 577 milhões de euros). Este pacote inclui o fornecimento de munições, armamentos variados, equipamentos de proteção e programas de treinamento especializado para as tropas ucranianas.
Fonte: pt.euronews.com