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TJMT elege lista tríplice para vaga no TRE-MT em sessão marc

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso definiu as três advogadas que disputam vaga no TRE-MT. A votação foi marcada por acusações de irregularidades entre magistr

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso definiu as três advogadas que disputam vaga no TRE-MT. A votação foi marcada por acusações de irregularidades entre magistrados.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concluiu, nesta quinta-feira (27), a definição da lista tríplice composta por advogadas que concorrem à vaga de juíza-membro no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). As profissionais mais votadas pelos desembargadores foram Kamila Michiko Teichmann, que obteve 24 votos, Mara Yane Barros Samaniego, com 22 votos, e Angélica Rodrigues Maciel Felizardo, com 21 votos.

A composição da lista exclusivamente feminina atende às diretrizes de paridade de gênero estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A vaga em questão ficará disponível a partir de 22 de outubro, data em que se encerra o biênio do atual ocupante do posto, o jurista Welder Queiroz dos Santos.

O processo seletivo contou inicialmente com a inscrição de 29 advogadas. Contudo, o número de candidatas foi reduzido ao longo do certame: cinco tiveram suas inscrições indeferidas por falhas na documentação exigida pelo edital, enquanto outras cinco optaram por retirar suas candidaturas, deixando 19 nomes na disputa final.

Após a ratificação pelo TJMT, a relação será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma nova etapa de análise. Caso o procedimento seja validado e as indicadas cumpram todos os requisitos constitucionais, a lista seguirá para a Presidência da República, a quem cabe a decisão final sobre a nomeação da nova juíza-membro do TRE-MT.

Gisela Cardoso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), parabenizou as escolhidas e destacou a alta qualificação das profissionais envolvidas. Segundo ela, todas as 29 advogadas que se inscreveram inicialmente possuíam plenas condições de integrar a lista final, reforçando que a participação feminina no Judiciário é um caminho sem volta.

Apesar da conclusão do pleito, a sessão foi marcada por um clima tenso entre os magistrados. O desembargador Orlando Perri classificou a eleição como um "jogo de cartas marcadas". Em um gesto de protesto, o magistrado se absteve de votar e solicitou formalmente a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades.

Perri levantou suspeitas sobre a existência de acordos para a desistência de candidaturas e sugeriu que desembargadores estariam atuando em campanha direta para favorecer nomes específicos. "Esta eleição é uma farsa. Não jogo com cartas marcadas", declarou o desembargador, que recebeu apoio do colega Rui Ramos, o qual também demonstrou surpresa com o número de desistências e chegou a deixar a sessão.

Em resposta às críticas, o presidente do TJMT, desembargador Zuquim, refutou as insinuações de que a eleição estaria viciada. Ele afirmou que não seria conivente com qualquer tipo de articulação e que apenas homologou as desistências apresentadas formalmente ao colegiado.

O presidente da Corte enfatizou que qualquer procedimento investigatório exige provas concretas e não pode se basear apenas em boatos. Zuquim assegurou que, caso sejam apresentadas evidências de irregularidades, o tribunal não hesitará em anular o pleito, comprometendo-se a deliberar sobre a necessidade de uma apuração interna diante das graves alegações feitas durante a sessão.

Fonte: rdnews.com.br